
Matéria da Folha de São Paulo / Folha Online deste domingo. Leia um trecho abaixo ou clique aqui para ler a matéria completa no site da Folha.
Ernesto Sábato é homenageado com documentário e edição crítica de obra
Por Denise Mota
É DOMINGO, A FAMÍLIA está reunida na biblioteca –ponto de encontro doméstico tradicionalmente escolhido para jogar conversa fora–, mas ainda falta o integrante mais ilustre do clã: Ernesto. A inquietação cresce. Subitamente a porta do corredor se abre, e surge um homem idoso, que caminha maquinal, em passadas rígidas e sincopadas, até o outro lado da casa, sem olhar ao redor, sem emitir palavra.
Segundos depois, corre no encalço de Ernesto uma menina pequena, aos gritos de “Vem cá, robô!”. Ali, Ernesto Sábato, 99, não era tanto o romancista de “Sobre Heróis e Tumbas” (trad. Rosa Freire d’Aguiar, Companhia das Letras), Prêmio Cervantes de 1984, mas, simples e definitivamente, um avô.
Como muitas outras histórias da vida íntima de Sábato, também ensaísta e físico, essa passagem de sua existência é contada por seu filho, Mario Sabato, diretor de “Ernesto Sábato, Mi Padre”, documentário recentemente lançado na Argentina sobre seu maior escritor vivo. Como diz o diretor, “não é um filme para historiadores, estudantes de letras, acadêmicos”, mas um retrato íntimo, urdido entre quatro paredes, do “homem por trás do bronze”, como afirma Mario à Folha.
Aos 65 anos, diretor de cinema e televisão, Mario Sabato tem 15 filmes em seu currículo, alguns deles baseados na obra do pai, como de “El Poder de las Tinieblas” (1979), que tem como ponto de partida o “Informe sobre Cegos”, ou “El Nacimiento de un Libro” (1963), curta-metragem que dirigiu aos 18 anos, sobre o processo de criação de “Sobre Heróis e Tumbas” (1961).
Clique aqui e continue lendo no Ilustríssima, da Folha de São Paulo.