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Fernando Pessoa: «Livro do Desassossego»

«São as pessoas que habitualmente me cercam, são as almas que, desconhecendo-me, todos os dias me conhecem com o convívio e a fala, que me põem na garganta do espírito o nó salivar do desgosto físico. É a sordidez monótona da sua vida, paralela à exterioridade da minha, é a sua consciência íntima de serem meus semelhantes, que me veste o traje de forçado, me dá a cela de penitenciário, me faz apócrifo e mendigo.»

Fernando Pessoa / Trecho do «Livro do Desassossego»
baixe aqui a versão completa.

«La piel que habito»: novo filme de Almodóvar

Almodovar

Matéria que saiu no portal G1, sobre o novo filme de Pedro Almodóvar.

Almodóvar começa a rodar seu novo filme com Banderas
‘La piel que habito’ se inspira em romance do escritor Thierry Jonquet.
Filmagens durarão 11 semanas a um custo de 10 milhões de euros.

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar começará a rodar na segunda-feira (23) seu novo filme, “La piel que habito”, protagonizada por Antonio Banderas, Elena Anaya e Marisa Paredes.

O filme se inspira no romance “Tarântula”, do escritor francês Thierry Jonquet, que relata quando, a partir da morte de sua mulher em um acidente de carro, um eminente cirurgião plático (dr. Ledgard) se interessa pela criação de uma pele com a qual poderia tê-la salvado.

Doze anos depois, consegue cultivar esta pele em laboratório, aproveitando os avanços da terapia celular, o que leva o médico a atravessar uma porta até então proibida: a transgênese com seres humanos.

No entanto, este não será o único delito que Ledgard cometerá nessa trama altamente instigante.

As filmagens, que durarão 11 semanas a um custo de 10 milhões de euros, começarão em Santiago de Compostela e no Pazo de Oca. Além da Galícia, o filme também será rodado em Madri e Toledo.

Neste 18º. filme dirigido por Almodóvar, também atuam Jan Cornet, Roberto Álamo, Blanca Suárez, Eduard Fernández, José Luis Gómez, Bárbara Lennie, Susi Sánchez, Fernando Cayo e Teresa Manresa, segundo a assessoria de sua equipe.

fonte: g1

Ilustração - Caroline Andrieu

Caroline Andrieu é a responsável pelo site «Untitled-07», onde publica suas belíssimas ilustrações para clientes como Diesel, Lancôme e Vogue francesa, além de outros trabalhos criados para temas que gosta, como cinema, estilo e moda.

Veja abaixo dois de seus trabalhos, um deles com Jack Nicholson em «O Iluminado», outro do filme «Vertigo», de Alfred Hitchcock.

O iluminado

Vertigo

Para mais imagens e informações, acesse o site «Untitled-07».

Ilustração - Dave Collinson

Ilustrações de Dave Collinson no Behance.net.
Clique aqui para ver mais.

Juan Carlos Onetti

Ótimo texto para o Estado de São Paulo, de Eric Nepomuceno sobre um dos maiores escritores de todos os tempos, o uruguaio Juan Carlos Onetti.

Juan Carlos Onetti e a salvação pela escrita
Nascido há 100 anos em Montevidéu, ficcionista é um clássico do continente
por Eric Nepomuceno

“Você é casado com a literatura. Eu, não: ela é minha amante.” A frase, dita por Juan Carlos Onetti a Mario Vargas Llosa, define com precisão o maior autor da literatura uruguaia, que nasceu há 100 anos, em 1º de julho de 1909. Onetti nunca teve método. A sua era uma disciplina singular. Durante um tempo, escreveu a lápis num caderno de capa dura e folhas brancas. Houve períodos de caneta de tinta preta e cadernos de folhas pautadas. E também dos bloquinhos baratos. Sempre à mão. Dizia que a caligrafia é mais lenta que a datilografia, mais lenta que as ideias, e você é obrigado a sentir na mão o peso de cada palavra. Passava por épocas em que anotava frases esparsas que um dia, talvez, se encontrassem e se juntassem. Nessa turbulência estava a sua disciplina: justamente em não haver nenhuma.

Assim ele pôs no papel contos absolutos e romances invulneráveis. Em um desses romances, A Vida Breve, um personagem diz: “Alguma coisa repentina e simples ia acontecer, e eu poderia me salvar escrevendo”. Onetti soube, desde sempre, que coisas simples e repentinas aconteceriam, e que a única salvação seria escrever.

Era um homem alto e espigado, dono de um cinismo a toda prova, de um sarcasmo ácido, de um humor inesperado, de silêncios infinitos. Um pessimista sem remédio. Outro de seus personagens diz: “O mau não é que a vida nos promete coisas que não nos dará nunca; o mau é que sempre as dá, e deixa de dá-las.” Assim de amarga era a sua visão do mundo.

Clique aqui e continue lendo no site do jornal O Estado de São Paulo
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Eric Nepomuceno é escritor e tradutor. Seu último livro é Antologia Pessoal (Record)
fonte: O Estado de São Paulo

Reid Miles - capas em movimento

Capas de álbuns de jazz em movimento… o design de Reid Milles.

Via: Fontfeed
Veja tamvém: The Jazzy Blue Notes

nascapas #maglovers

O blog «nascapas #maglovers» é um blog brasileiro que reúne centenas de imagens de capas de revistas do mundo todo.

E desta forma se autodefine o projeto: «A nossa história recente poderia ser contada através de capas de revistas. E Esse blog prima pelas boas capas. Então, aí vão as melhores». Clique aqui para acessar o projeto.

Abaixo, as belas capas das revistas Typo, Form e Dansk.

Romain Bernadie James - fotógrafo

Romain Bernadie James é um fotógrafo de moda francês, com o melhor do estilo retrô e que possui clientes como as revistas Dazed & Confused, i-D, WAD Magazine, e marcas como a Puma, Nike e Swatch.

Veja abaixo dois trabalhos do fotógrafo ou clique aqui para ver mais.

Entrevista Tyler Brûlé

Monocle Magazine

Tyler Brûlé foi o criador da revista «Wallpaper*» e mais recentemente da «Monocle», que tratam de design, arte, luxo, cultura e muito mais.

A Folha de São Paulo deste domingo trouxe uma entrevista com o editor, que falou sobre sua revista, o mercado do «pós-luxo», o Brasil e também sobre sua intenção em abrir uma loja em São Paulo com produtos da «Monocle».

Para ler o conteúdo completo, acesse o blog «Conteúdo Livre».

Face.Face.Face.

«Face.» é um dos estúdios que considero referência em design gráfico e editorial.

O estúdio chega a resultados singulares ao dar aos projetos comerciais alguns toques experimentais, principalmente pelo excelente uso da fotografia e tipografia(veja abaixo algumas imagens).

radiohead

Para conhecer mais, acesse o site do estúdio: face-face-face.com.

C’était un Rendezvous - Paris

C’était un Rendezvous(”It was a date”), curta de oito minutos feito e dirigido em 1976 por Claude Lelouch.

Um verdadeiro passeio de carro por Paris às cinco e meia da manhã.

Via: It’s Nice That

i-D 30 anos

Mais de 300 edições em 30 anos e a revista britânica «i-D» tornou-se sinônimo de vanguarda, abordando de uma forma criativa assuntos relacionados a moda, arte, design, cultura e comportamento.

A revista do diretor chefe Terry Jones(que desde 1980 é o responsável pela revista), comemora seu trigésimo aniversário na sua edição comemorativa(de número 308), de agosto, que trará três capas diferentes e o trabalho de Nick Knight.

Veja abaixo uma das capas da edição comemorativa.
i-D magazine 30 anos

Toko.Concept.Design

Conheça os trabalhos da Toko, agência criada na Holanda por Eva Dijkstra e Michael Lugmayr, e desde 2008 com base na Austrália.

Clique aqui para acessar o site.

Toko

Toko

21° Festival de curtas Kinoforum

O 21° Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo - Curta Kinoforum acontecerá de 19 a 27 de agosto de 2010.

O Festival é um ponto de encontro entre a produção latino-americana e internacional, promovendo o intercâmbio de experiências culturais, econômicas e políticas relacionadas ao curta-metragem. A programação é composta por uma refinada seleção da mais recente produção internacional e latino-americana, além da maior projeção anual da produção nacional.

O evento oferece diversas expressões dos filmes em curta-metragem. Nelas se pode ver o mais inovador da produção mundial: retrospectivas, homenagens e curtas digitais feitos nas periferias das grandes cidades brasileiras, onde vemos diversas expressões de arte deste segmento.

Para saber mais, acesse o site, o twitter do projeto, ou o canal no You Tube.

MASH

A agência australiana MASH está com novos trabalhos em seu portfólio online, como o trabalho para a EVO(veja abaixo).

Para ver este ou outros trabalhos, acesse: mashdesign.com.au

evo

Amour Physique - Vive la Fête

«Amour Physique», música do último álbum «Disque D’or» da banda belga Vive la Fête, que se apresenta amanhã em São Paulo, no Comitê Club, Rua Augusta, 609.

Wallpaper* Limited Edition Covers

A revista Wallpaper*, desde 2006, envia para seus assinantes capas exclusivas criadas por grandes nomes do design, arquitetura e moda.

Em seu site agora é possível ver todas as edições e capas lançadas. Para acessar, basta acessar wallpaper.com/covers/limited-edition.

Veja abaixo as capas que foram criadas pelos dois dos mais importantes designers britânicos contemporâneos: Neville Brody, famoso em seu trabalho na revista «The Face» e pelos experimentos tipográficos, na edição «I Hate Design» e Peter Saville, reconhecido mundialmente por ter criado a capa de diversos albuns de bandas como Joy Division, New Order, Pulp, entre outras.

Capa Neville Brody

Capa Peter Saville

Deyan Sudjic - Design Museum London

Algum tempo atrás postei aqui uma dica(clique aqui para ler) do livro «A linguagem das coisas», escrito por Deyan Sudjic, diretor do Museu do design, em Londres.

Ainda sobre o tema do livro, que trata principalmente da relação do consumo com o design, esta entrevista do programa Milênio no Globo.com ajuda ainda mais a esclarecer as idéias de Sudjic.

Fonte: Milênio - Globo.com

Ernesto Sábato

“A vida é tão curta e o ofício de viver tão difícil, que, quando começamos a aprendê-lo, temos de morrer.” - Ernesto Sábato.

Ernesto Sábato, 99

Ernesto Sábato

Matéria da Folha de São Paulo / Folha Online deste domingo. Leia um trecho abaixo ou clique aqui para ler a matéria completa no site da Folha.

Ernesto Sábato é homenageado com documentário e edição crítica de obra
Por Denise Mota

É DOMINGO, A FAMÍLIA está reunida na biblioteca –ponto de encontro doméstico tradicionalmente escolhido para jogar conversa fora–, mas ainda falta o integrante mais ilustre do clã: Ernesto. A inquietação cresce. Subitamente a porta do corredor se abre, e surge um homem idoso, que caminha maquinal, em passadas rígidas e sincopadas, até o outro lado da casa, sem olhar ao redor, sem emitir palavra.

Segundos depois, corre no encalço de Ernesto uma menina pequena, aos gritos de “Vem cá, robô!”. Ali, Ernesto Sábato, 99, não era tanto o romancista de “Sobre Heróis e Tumbas” (trad. Rosa Freire d’Aguiar, Companhia das Letras), Prêmio Cervantes de 1984, mas, simples e definitivamente, um avô.

Como muitas outras histórias da vida íntima de Sábato, também ensaísta e físico, essa passagem de sua existência é contada por seu filho, Mario Sabato, diretor de “Ernesto Sábato, Mi Padre”, documentário recentemente lançado na Argentina sobre seu maior escritor vivo. Como diz o diretor, “não é um filme para historiadores, estudantes de letras, acadêmicos”, mas um retrato íntimo, urdido entre quatro paredes, do “homem por trás do bronze”, como afirma Mario à Folha.

Aos 65 anos, diretor de cinema e televisão, Mario Sabato tem 15 filmes em seu currículo, alguns deles baseados na obra do pai, como de “El Poder de las Tinieblas” (1979), que tem como ponto de partida o “Informe sobre Cegos”, ou “El Nacimiento de un Libro” (1963), curta-metragem que dirigiu aos 18 anos, sobre o processo de criação de “Sobre Heróis e Tumbas” (1961).

Clique aqui e continue lendo no Ilustríssima, da Folha de São Paulo.






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