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J.D. Salinger

A agência de notícias Associated Press informou hoje que J.D. Salinger, autor de “O apanhador no campo de centeio”, morreu de causas naturais aos 91 anos. Depois de seu «auge» na literatura, o escritor teve uma vida reclusa por mais de 40 anos. Para saber mais sobre o assunto, leia o trecho do texto que saiu no jornal O Estado de São Paulo no dia 08 de Janeiro de 2009.

O longo silêncio de J.D. Salinger
Autor do clássico Apanhador no Campo de Centeio completou 90 anos no dia 1.º e há 40 vive recluso
| Caderno 2, traduzido por Anna Maria Capovilla |

No primeiro dia do ano, J.D. Salinger completou 90 anos. Provavelmente não houve comemorações, ou se houve, nunca saberemos. Há mais de 50 anos, Salinger vive recluso na cidadezinha de Cornish, North Hampshire. Por algum tempo, jornais e revistas mantiveram o hábito de enviar repórteres para Cornish na esperança de ver, ou pelo menos obter uma frase de um habitante dado a conversar, mas Salinger não é fotografado há décadas e os vizinhos nunca fizeram o menor comentário. Ele leva uma vida tão fechada, que Thomas Pynchon pareceria um parlapatão em comparação.

Na realidade, o desaparecimento de Salinger do cenário mundial foi tão perfeito que talvez seja difícil para os leitores que não são de meia-idade se darem conta da sensação que ele causou no seu tempo. Com a primeira sentença, o romance The Catcher in the Rye (Apanhador no Campo de Centeio) publicado em 1951, introduzia uma voz completamente nova na escritura americana, e rapidamente se tornou um livro cult, um ritual de passagem para os intelectuais e os desiludidos. Nine Stories, publicado dois anos mais tarde, fez de Salinger o escritor favorito da crítica, ao desmontar a tradicional arquitetura do conto, substituindo-a por outra na qual um conto podia acrescentar uma mínima mudança de humor ou de tom.

No entanto, na década de 60, no auge da fama, a voz de Salinger se calou. Franny and Zooey, uma coletânea de dois contos longos sobre a família Glass, de ficção, saiu em 1961; outros dois contos longos sobre os Glass, Raise High the Roof Beam, Carpenters (que no Brasil virou Pra Cima com a Viga, Moçada) e Seymour: An Introduction, saíram juntos em um livro em 1963. A última obra impressa de Salinger foi Hapworth 16, 1924, um conto que tomou quase toda a edição de 19 de junho de 1965, do The New Yorker. Na década de 70, ele parou de dar entrevistas, e no final da de 80 recorreu à Suprema Corte para impedir o crítico inglês, Ian Hamilton, de citar suas cartas em uma biografia.

Então, o que fez Salinger nos últimos 40 anos? A indagação tornou-se uma verdadeira obsessão para os especialistas neste autor, ainda bastante numerosos, e a seu respeito foram elaborados todos os tipos de teorias. Ele não escreveu mais nenhuma palavra. Ou escreveu o tempo todo e, como Gogol no fim da vida, queimou os manuscritos. Ou então guardou inúmeros volumes que aguardam a publicação póstuma.

Joyce Maynard, que viveu com Salinger no início da década de 70, escreveu em um livro de memórias de 1998 que viu prateleiras cheias de cadernos dedicados à família Glass e achava que havia pelo menos dois novos romances trancados em um cofre.

:: Continue lendo em: Estado de São Paulo / Caderno 2

Saul Bass - Dinheiro x Qualidade

Entrevista com Saul Bass(1920-1996), designer que ficou famoso mundialmente por trabalhar em diversas aberturas de filmes de diretores como Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Stanley Kubrick e Martin Scorsese. Também é o responsável pelas identidades visuais de empresas como a AT&T, United Airlines, Minolta, Bell, e Warner Communications.

Dica: GraphicHug

Músicos Vegetarianos I - Morrissey

Toda quarta-feira colocarei aqui shows ou clipes musicais de artistas vegetarianos.

A lista de artistas é longa, e inclui famosos como Fionna Apple, Blur, Rita Lee, Boy George, Depeche Mode, Peter Gabriel, Kirk Hammett, George Harrison, Billy Idol, Natalie Imbruglia, Michael Jackson, Paul McCartney, Moby, Alanis Morissette, Morrissey, Prince, Rage Against the Machine, Joey Ramone, Tina Turner, Steve Vai, Annie Lenox, Nina Hagen e por aí vai…(veja uma lista mais completa clicando aqui, ou aqui.)

Para começar, nada melhor que escolher o maior «ativista vegetariano» entre todos, o cantor Morrissey, ex-Smiths. A música também não poderia ser outra: Meat is Murder, ao vivo no Summer Sonic 2002. Assista, comente e/ou envie sugestões.

:: Músicos Vegetarianos

Novo Portfólio

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Meu novo portfólio, com mais detalhes dos projetos de design gráfico, marcas, vídeos, campanhas, impressos e também trabalhos experimentais que realizei: www.fabricioalves.com.br

Cow Parade

cow parade são Paulo

Começa hoje em São Paulo a Cow Parade, evento que já passou por aqui em 2005, onde esculturas de vacas em fibra de vidro são decoradas por artistas locais e espalhadas pela cidade.

Mais de 5 mil artistas já participaram do evento em todo o mundo e US$ 22 milhões foram levantados para entidades beneficentes através do leilão das vacas. Para aqueles que se interessarem, além das vacas leiloadas, versões em miniatura também estarão a venda.

No site oficial do evento da para visualizar o «mapa das vacas» com a lista completa das obras na cidade de São Paulo.

Nessa edição de São Paulo em 2010, a Fundação Gol de Letra será a principal instituição beneficiada, além de outras entidades que serão definidas próximo ao leilão que acontecerá após o evento.

Para mais informações, clique aqui e acesso o site oficial do evento.

Pogo Buenos Aires

Pogo é uma moderna agência de Buenos Aires, Argentina, com trabalhos gráficos muito bons, tipografia diferente(algumas vezes até experimental) e diagramação muito boa de revistas e impressos.

Veja algumas imagens abaixo:
pogo buenos aires

pogo buenos aires

pogo design

pogo soko magazine

pogo agencia

Conheça mais:
:: Site da agência
:: Blog Pogo

Marc Chagall em SP

A exposição “O mundo mágico de Marc Chagall - Gravuras”, com 178 gravuras, estreia no dia 23 de janeiro em São Paulo. A mostra fica em cartaz até 28 de fevereiro e tem entrada gratuita às terça-feiras.

A programação é destaque no site Catraca Livre.
Sob curadoria do museólogo Fabio Magalhães, a mostra será feita no Museu de Arte de São Paulo, depois de turnê em Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Fonte: Folha online

Dica - 50% de desconto em livros de moda

Mais uma das ótimas promoções periódicas que a Cosac Naify faz, desta vez desconto de 50% em livros de moda e sedex grátis acima de 100 reais. Só até amanhã, dia 21.
Veja abaixo.

:: Clique aqui para ver a lista de livros.

Receitas - Tofu empanado com aspargos

Prato sensacional do site Experimentar, etc.

Ingredientes: 1 pacote de tofu consistência firme, 6 aspargos, alho, sal marinho a gosto, azeite extra virgem, farinha de mandioca, 1 ovo, pimenta preta moída, gergelim preto, farinha de rosca.

Como preparar: Cozinhe os aspargos por 03 minutos em água fervente. Em uma frigideira coloque os aspargos, cozidos e cortados ao meio, com duas colheres de azeite, 02 dentes de alho picado e sal a gosto. Reserve. Em outra frigideira, coloque aproximadamente dois dedos de óleo para aquecer. Para empanar, passe o tofu cortado em pedaços no ovo batido e em seguida, na farinha de mandioca. Com uma colher, jogue o ovo batido por cima dos pedaços de tofu. Tempere com sal, pimenta e salpique com a farinha de rosca, enfeitando com o gergelim. Frite o tofu no óleo quente até começar a dourar. Está pronto para servir.

Clique aqui e acesse Experimentar, etc, para ver as fotos deste prato.

Marcas - Melhores e piores de 2009

Brand New, um conceituado blog especializado em análises de identidades visuais, fez uma matéria chamada “The Best and Worst Identities of 2009″, que é uma listagem(no mínimo polêmica) das 12 melhores e piores marcas do ano que passou.

A polêmica maior não fica entre as piores(apesar de que considero as marcas «LendingTree» e «Wisconsin Department of Tourism» mais merecedoras do primeiro lugar que a do buscador «bing», que é fraca também, mas não tanto), mas entre as melhores, como no caso de «My Little Pony», que não melhorou tanto assim, «Guitar Hero»(na minha opinião era ruim e continuou), «Pfizer», agora cheia de volume, com degradês horríveis em tons azulados(modinha do que o pessoal denomina internet 2.0…), além de «nickelodeon», muito séria para um canal de desenhos infantis, «City of Melbourne», tipografia ruim com um símbolo exagerado, e para finalizar, a reformulação da identidade da «AOL», após a independência do grupo «Warner», provavelmente escolhida por ter sido uma das poucas com um conceito diferente, onde o logo é um elemento vazado e o fundo é o responsável em formar a tipografia/marca. Idéia interessante, porém não sei se merecedora do primeiro lugar.

Se quiser conferir todas as marcas escolhidas, clique aqui para acessar o blog Brand New.

Parkour Motion Reel

Link: http://vimeo.com/8332956

Fotografia - Ren Rox

Ren Rox: «For the love of black and white»

:: Veja o portfólio de Ren Rox.

Arquitetura - Townhouse - Suécia, Landskrona

«Townhouse» é um projeto do arquiteto Elding Oscarson, criado na cidade de Landskrona, Suécia.

Uma casa com um design totalmente moderno, que custou 280 mil euros e que difere(e muito) da tradicional arquitetura local.

Veja imagens abaixo.
arquitetura moderna suécia

arquitetura

arquitetura moderna

:: Saiba mais sobre a construção e veja mais fotos em: Dezeen

Literatura - Diários de Bicicleta, David Byrne

Diários de Bicicleta

Numa época em que grandes cidades não suportam mais veículos motorizados, e o planeta, a poluição gerada por eles, o líder dos Talking Heads e «multiartista» David Byrne lançou um livro que vem bem a calhar: «Diários de Bicicleta». O livro é a experiência sobre duas rodas de Byrne, que com sua bicicleta, conseguiu conhecer melhor cidades como Berlim, Buenos Aires, São Francisco, Manila, Istambul, entre outras, ampliando a percepção dos ritmos e características de cada uma delas.

Tipografia - Font Game

jogo da fonte

O site «I Love Typography» é o responsável por este jogo, um quiz sobre fontes cujo objetivo é acertar o máximo que conseguir quais são as 34 fontes apresentadas.
Para acessar, clique aqui: http://ilovetypography.com/fontgame/

Embalagens: LA Organic por Philippe Starck

O «multidesigner» Philippe Starck, que gosta de projetar quase tudo, como móveis, carros, motos, espremedores de laranja, entre outras coisas(veja no site starck.com), foi o responsável pelo design desta embalagem de azeite de oliva orgânico. O resultado ficou muito interessante, veja:

starck azeite

philippe starck

Fonte: Lovely Package

Design Retrô - Ronlewhorn

Este é para aqueles que adoram de trabalhos gráficos antigos(como eu), ou, como é neste caso, com estilo retrô.

Veja abaixo duas imagens do site, ou clique aqui para acessar o site do Ronlewhorn.

Entrevista com Philippe Starck

Trecho de uma entrevista com o designer Philippe Starck para o «Entre Aspas - Diálogos Contemporâneos, de Fernando Eichenberg, Editora Globo.», no Terra Magazine.

Philippe Starck emagrecera dez quilos, graças a uma mudança de regime: tornou-se vegetariano quando nasceu seu segundo filho. “Eu me dei conta de que era estranho cuidar da proteção de meu filho e comer os filhos dos outros”, explica com naturalidade.

Com seu olhar aguçado, cabeleira espessa e espetada e a conversa gestual, Philippe Starck se assemelha a um personagem de história em quadrinhos. Seus projetos parecem transpirar de HQ visionárias e suas idéias possuem tantas milhagens quanto seu currículo aéreo. Terminada a entrevista, uma de suas assistentes adentra a sala trazendo seis paletós pretos, idênticos. “Que ótimo!”, exclamou. “É um luxo poder ter paletós feitos sob medida”. Enquanto ele experimentava as novas vestes, me contou por que deixara sua residência na floresta de Rambouillet, nos arredores de Paris, para viver novamente na capital francesa: “Sou um homem muito fiel, mas, antes de tudo, vivo. Na primeira parte de minha vida, passei 24 anos com uma mulher, que morreu. Depois, vivi sete anos com outra mulher. E, há pouco tempo, me apaixonei loucamente por uma nova mulher, e minha vida mudou completamente. Acontece”, disse, finalizando com uma sonora gargalhada.

(…)

Você definiu o século XIX como o da descoberta da máquina, o século XX como o da fascinação da máquina, e diz que o século XXI será o século do humano, da imaterialidade. Como será esse século do humano com computadores subcutâneos, por exemplo?
Seremos mais humanos sendo um humano sublimado pelos resultados técnicos dessas invenções. Será que a pessoa que está nua na praia, no lugar que lhe dá mais prazer, comandando mentalmente seu computador interno para lhe ajudar na reflexão, no raciocínio, a se comunicar, a verificar, a aprender novos dados, é mais ou menos humana do que o homem reduzido a um tipo de robô que gasta quatro horas por dia no seu carro ou no metrô para se locomover a um local de trabalho de condições deploráveis? Poderia decifrar a vida cotidiana assim. É preciso aceitar o progresso real. Não estamos destinados a trabalhar dez horas por dia numa fábrica e passar seis horas por dia num metrô. Se aceitarmos o resultado de nossas pesquisas, os benefícios desse investimento, teremos uma vida feliz. Há pessoas que já têm coração artificial, fígado de porco; qual a diferença? Já estamos lá. Só ainda não criamos a palavra, a denominação ainda não foi aceita, mas a tecnologia já é utilizada cotidianamente.

Você classifica de inúteis 80% dos objetos com os quais convivemos cotidianamente.
Digo que 80% dos objetos são inúteis, servem apenas para roubar o dinheiro do consumidor. São objetos cínicos, de comércio, não são objetos de serviço. Digo também que 95% dos objetos não têm bom senso, em termos político, sexual, afetivo. Há atitudes a ser tomadas nesse caso. A mais moderna hoje é a rejeição, a recusa em consumir besteiras. Outra é desmaterializar os objetos, mudar sua forma para que eles possam cumprir melhor sua função. É fácil trabalhar sobre o sentido do objeto. Que um carro, uma mobilete, um gravador não se pareçam com uma arma, numa época de guerra civil mundial, já é algo bom. Que os objetos não sejam todos grandes falos turgescentes e que sejam objetos mais inteligentes, intuitivos, afetuosos, infantis, femininos, para emanar novas formas de inteligência, isso é muito fácil de fazer. É uma questão de escolha de sociedade. Tudo isso tem conseqüências diretas. Quando estamos rodeados de objetos bonitos como armas, como dizia uma célebre publicidade dos anos 1980, é para fazer a guerra. São os homens que têm o poder. O pensamento masculino hoje está cansado, obsoleto. Hoje há muito mais esperança no pensamento feminino, muito mais moderno, generoso, com idéias de continuidade de tempo muito mais relacionadas à idéia de civilização. É preciso dar o poder à mulher, é preciso que ela seja feliz. Há muito o que fazer. Não é possível se esconder sob a assinatura de um criador. Libere-se.

Como isso se dá na prática?
Podemos aplicar operações assim sobre quase tudo. Não devemos fazer nada em que não pudermos aplicar algo político. Uma das razões é que o objeto pode ser efetivamente vicioso. Por isso trabalho com regras bastante estritas: não trabalho com armamentos, álcool, tabaco, religião, jogo, tudo que pode criar dinheiro sujo. Essa é a primeira eliminatória. Fora isso, há outras urgências. Atenção, não digo que faço isso, mas que quero fazer, que tento fazer. Não sou Deus. Também preciso comer, também quero me divertir, tenho preguiça, mas só ter a intenção já é uma atitude enorme.

Entre Aspas - Diálogos Contemporâneos, de Fernando Eichenberg, Editora Globo.
Terra Magazine.

Neue - projeto tipográfico

«Neue» é uma revista online que tem como objetivo unir dois temas até então distintos: cidades e tipografia. A idéia é que a cada edição, a revista receba projetos tipográficos da cidade «tema».

A primeira cidade foi Nova Iorque, e os trabalhos catalogados fora muito bons.
Veja alguns destes abaixo.
new york type

:: Clique aqui para ver todos

Andrew Zuckerman: Bird

«Bird» é um trabalho belíssimo do fotógrafo Andrew Zuckerman, e como o próprio nome já sugere, é uma coleção de fotografias de pássaros feitas com uma qualidade altíssima que impressionam.

O site do projeto é um destaque a parte, pois além do layout perfeito que interfere o mínimo possível nas dezenas de fotografias, possui informações sobre cada uma das aves, sons e até mesmo vídeos. Pode-se também «navegar» entre as fotos utilizando as setas do mouse e apreciar as fotografias em full-screen.

Para quem se interessar, através do site também da para visualizar ou mesmo comprar o livro deste trabalho(através da amazon.com).

Selecionei abaixo algumas fotos, mas vale muito a pena acessar o site para vê-las em tamanho e qualidade originais.
:: Clique aqui para acessar

p000a
p001a
p004a

:: http://www.birdbook.org/






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